Ácido Úrico Aumentado (hiperuricemia) e suas Conseqüências (gota úrica) Hiperuricemia

A hiperuricemia é a presença de níveis altos de ácido úrico no sangue. O limite normal para homens é de 6,8mg/dL, e 6mg/dL para mulheres.

Causas:

A hiperuricemia é causada pela produção aumentada de ácido úrico no organismo, por sua baixa eliminação pelo organismo, ou por uma dieta incorreta.

O consumo aumentado de alimentos ricos em purinas, (alimentos ricos em proteinas), como anchova, caldo de carne em tabletes, consomé, coração, rins, fígado alimentos fermentados, sardinhas mexilhão, escalope, pão doce, ovos e levedos é uma das principais causas da hiperuricemia.

As principais complicações do aumento do ácido úrico são: a gota úrica, com acometimento de articulações (hálux, joelhos, cotovelos e mãos, especialmente), a calculose renal, falência dos rins (insuficiência renal, aguda e crônica).


O aumento excessivo do ácido úrico pode se relacionar a outras doenças, como diabetes mellitus, obesidade, hipertireoidismo, uso abusivo de diuréticos e ingestão alcoólica. A hiperuricemia pode ocorrer por superprodução ou por diminuição da excreção renal e intestinal de ácido úrico. A hiperuricemia costuma ocorrer mais nos homens a partir da puberdade, com maior incidência aos 30-40 anos e nas mulheres na menopausa.

A hiperuricemia pode ser primária, quando o ácido úrico está elevado no sangue, independente de doenças coexistentes ou drogas que alterem a produção e excreção dos uratos e secundária, quando a elevação se deve a doenças existentes, uso de algumas drogas (anti-inflamatórios, ácido acetil salicílico (aspirina - AAS) e diuréticos) e dietas que alteram a produção e excreção de ácido úrico.

A hiperuricemia, em 75% dos pacientes, é assintomática. Em 25%, podem ocorrer sintomas como: gota, artrite, litíase (cálculos renais), doenças renais (nefrite) e formação de depósitos de ácido úrico nos ossos (tofos).

A presença de hiperuricemia é associada a fatores de risco como hipertensão arterial, hiperlipidemia, diabete e alterações vasculares coronárias.

 

Dieta recomendada:

ALIMENTOS PROIBIDOS:

Miúdos em geral (miolo, fígado, rins, coração, moela);
Alguns alimentos do mar, como sardinha, mexilhão, anchova, bacalhau, salmão, truta, atum, arenque, camarão, lagosta, ostra, caranguejo;
Algumas aves, como pombo, ganso, peru, galinha;
Carne de porco, embutidos, toucinho defumado, bacon;
Feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, trigo;
Frutas oleaginosas como: coco, nozes, castanha, amêndoas, amendoim, etc;
Presunto, banha, extrato de tomate, chocolate, pão de centeio;
Alho poro, aspargos, brócolis, cogumelo, espinafre;
Caldo de carne e molhos prontos;

Todos os grãos e sementes (RETIRAR TODAS AS SEMENTES!);

ALIMENTOS POUCO RECOMENDADOS

Carnes magras (patinho, coxão duro);
Peito de frango, filé de peixe (pescada branca);
Procurar não ultrapassar 2 porções pequenas destas carnes por dia!

ALIMENTOS PERMITIDOS

Frutas em geral;

Leite e iogurte desnatados, queijo branco;
Ovos;
Vegetais (exceto os acima);
Pães brancos e biscoitos de água e sal;
sMacarrão, arroz e batata;
sÓleos vegetais (girassol), em quantidade moderada.

RECOMENDAÇÕES:

seta Carnes assadas não devem ser torradas;

Não utilizar preparações e alimentos ricos em gorduras;

seta Ingerir de 2 a 3 litros de água por dia!

s Utilizar preparações com carnes cozidas, desprezando a água do cozimento;

Não ingerir bebidas alcoólicas;